segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Liturgia Diária



DIA 27 DE AGOSTO - SEGUNDA-FEIRA

SANTA MÔNICA
ESPOSA, MÃE E VIÚVA 
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS SANTOS – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Antífona da entrada: A mulher que teme a Deus será louvada; seus filhos a proclamam feliz e seu marido a elogia (Pr 31,30.28).
Oração do dia
Ó Deus, consolação dos que choram, que acolhestes, misericordioso, as lágrimas de santa Mônica pela conversão de seu filho, Agostinho, dai-nos, pela intercessão de ambos, chorar os nossos pecados e alcançar o vosso perdão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (2 Tessalonicenses 1,1-5.11-12)
Leitura da segunda carta de São Paulo aos Tessalonicenses.
1 1 Paulo, Silvano e Timóteo à igreja dos tessalonicenses, reunida em Deus, nosso Pai, e no Senhor Jesus Cristo.
2 A vós, graça e paz da parte de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo!
3 Sentimo-nos na obrigação de incessantemente dar graças a Deus a respeito de vós, irmãos. Aliás, com muita razão, visto que a vossa fé vai progredindo sempre mais e desenvolvendo-se a caridade que tendes uns para com os outros.
4 De sorte que nos gloriamos de vós nas igrejas de Deus, pela vossa constância e fidelidade no meio de todas as perseguições e tribulações que sofreis.
5 Elas constituem um indício do justo juízo de Deus e de que sereis considerados dignos do Reino de Deus, pelo qual padeceis.
11 Nesta esperança suplicamos incessantemente por vós, para que nosso Deus vos faça dignos da vossa vocação e que leve eficazmente a bom termo todo o vosso zelo pelo bem e a atividade de vossa fé.
12 Para que seja glorificado o nome de nosso Senhor Jesus em vós, e vós nele, segundo a graça de nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
Palavra do Senhor.

Reflexão Pessoal – 2  Tessalonicenses 1,1-5.11-12 – “um sinal do justo juízo de Deus”

Todos nós que, embora passando por sofrimentos e tribulações, continuamos firmes no serviço do Senhor, estamos sendo dignos da nossa vocação. Vocação é um chamado ao serviço de Deus e a nossa fidelidade a esse chamado far-nos-á participante da glória de Deus pela graça de Jesus Cristo. A  e a perseverança são um sinal do justo juízo de Deus para nós. Progredimos na fé na medida em que perseveramos no amor de Deus para com os nossos irmãos. Uma fé ativa se manifesta por meio de uma caridade atuante e não apenas de palavras e conselhos. O nome do Senhor Jesus é glorificado em nós em virtude da graça de Deus que atua na nossa vida e nos dá condições para vivermos desde já, uma vida santa. Somos julgados dignos do reino de Deus se nós permanecermos no Seu amor. A vivência do amor de Deus é pré-requisito para que estejamos inseridos no Seu reino. – Você tem sido fiel à sua vocação? – Você já descobriu a sua vocação dentro do reino de Deus? – A que estado de vida você se sente chamado (a). –Você sabia que em qualquer estado de vida, você pode servir ao Senhor dentro de uma vocação?
Salmo responsorial 95/96
Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações! 
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
Cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!
Cantai e bendizei seu santo nome!

Dia após dia anunciai sua salvação,
Manifestai a sua glória entre as nações
E, entre os povos do universo, seus prodígios!

Pois Deus é grande e muito digno de louvor,
É mais terrível e maior que os outros deuses;
Porque um nada são os deuses dos pagãos.
Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.
Salmo 95 – “Anunciai as maravilhas do Senhor entre todas as nações!”

Dê sua resposta ao Senhor hoje, orando com este Salmo, assumindo o seu chamado de filho (a) de Deus. Cante ao Senhor um canto novo e bendiga o seu santo nome, pois Ele é digno de louvor e de adoração. Louve-O porquê foi Ele quem fez o céu e a terra e nela colocou tudo de que você precisa para ser pleno de graça e de santidade.
Evangelho (Mateus 23,13-22)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo disse Jesus: 23 13 “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Vós fechais aos homens o Reino dos céus. Vós mesmos não entrais e nem deixais que entrem os que querem entrar.
14 15 Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Percorreis mares e terras para fazer um prosélito e, quando o conseguis, fazeis dele um filho do inferno duas vezes pior que vós mesmos.
16 Ai de vós, guias cegos! Vós dizeis: ‘Se alguém jura pelo templo, isto não é nada; mas se jura pelo tesouro do templo, é obrigado pelo seu juramento’.
17 Insensatos, cegos! Qual é o maior: o ouro ou o templo que santifica o ouro?
18 E dizeis ainda: ‘Se alguém jura pelo altar, não é nada; mas se jura pela oferta que está sobre ele, é obrigado’.
19 Cegos! Qual é o maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta?
20 Aquele que jura pelo altar, jura ao mesmo tempo por tudo o que está sobre ele.
21 Aquele que jura pelo templo, jura ao mesmo tempo por aquele que nele habita.
22 E aquele que jura pelo céu, jura ao mesmo tempo pelo trono de Deus, e por aquele que nele está sentado”.
Palavra da Salvação.


Evangelho –Mateus 23, 13-22“ somos também guias cegos?”

Assim como os fariseus e os mestres da lei, nós podemos estar fechando o reino de Deus para os que estão chegando, com a nossa vaidade, orgulho, inveja e egoísmo. Assim fazendo seremos os mais dignos da ira de Deus e seremos alcunhados também de “guias cegos”. Tornamo-nos guias cegos quando queremos atrair alguém para seguir a Jesus e depois que o conseguimos  viramos obstáculo para o seu crescimento espiritual por causa dos formalismos, das leis e de outras invenções. Dizemos que somos evangelizadores e anunciadores da Palavra de Deus, no entanto impedimos a que as pessoas assumam papel importante na edificação do reino de Deus porque não queremos perder a posição. Não somente no seguimento de Cristo, mas como pais e educadores nós também barramos o crescimento dos nossos filhos e discípulos exigindo deles atitudes que nós mesmos não tomamos.  Esquecemos o que é mais importante, o que é essencial e nos apegamos ao secundário. O essencial é o amor, é o acolhimento, é a misericórdia. Por isso,  precisamos estar atentos (as) quanto às nossas atitudes em relação àqueles que dependem da nossa orientação e querem se converter a Deus e não o permitimos, pois o Senhor está vigilante em relação ao nosso desleixo pelas coisas do Seu reino. Reflita – Qual seria a atitude que  poderíamos tomar e que fecharia o reino de Deus para as outras pessoas? – Você sabe compreender o erro das pessoas quando elas estão no início da caminhada? – Você gosta de censurar as outras pessoas? – Você que tem mais algum tempo de caminhada se sente superior àqueles que estão chegando? – Você que é pai e mãe, como são as suas atitudes diante dos seus filhos? – Qual a regra que vocês seguem para educá-los?  

Comentário ao Evangelho
GUIAS CEGOS!No intuito de precaver os seus discípulos, Jesus alertava-os quanto ao modo de viver incoerente dos mestres da Lei e dos fariseus. Estes, na ilusão de estarem vivendo uma vida modelar, comportavam-se como cegos que querem ser guias dos outros cegos. A incompatibilidade da pretensão deles manifesta-se de muitas maneiras.
Pensando ser os autênticos intérpretes da Palavra de Deus, acabavam por desencaminhar as pessoas, impedindo-as de entrar no Reino dos Céus. Insistiam nos detalhes da Lei, mas descuravam o fundamental. Preocupados com a exterioridade, não permitiam que a vontade de Deus penetrasse, realmente, em seus corações.
Resultado: ao invés de serem portadores de salvação, acabavam sendo motivo de condenação tanto para os judeus quanto para os pagãos, convertidos ao judaísmo por sua ação proselitista. O fanatismo dos convertidos tornava-os merecedores de duplo castigo.
Outra atitude equivocada dos mestres da Lei e dos fariseus consistia em confundir as pessoas, por meio de uma casuística estéril, levando-as a se afastarem da vontade de Deus. É pura perda de tempo fazer distinções capciosas em torno do mandamento divino se, no fundo do coração, a pessoa não tem a intenção de pautar sua vida por ele. Este tipo de casuísmo é resultado de uma cegueira insensata.

Oração
Espírito de clarividência, sê meu guia seguro no caminho da fidelidade ao Reino, precavendo-me contra quem, indevidamente, quer arvorar-se em líder.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Concedei, ó Deus, que este sacrifício em comemoração de santa Mônica nos alcance o vosso perdão e a salvação que esperamos. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: O reino dos céus pode ser comparado a um negociante de pérolas; quando encontra a mais preciosa, vende tudo o que tem para comprá-la (Mt 13,45s).
Depois da comunhão
Deus todo-poderoso, a força divina deste sacramento nos ilumine e afervore nesta festividade de santa Mônica, para que, animados sempre de santos propósitos, multipliquemos as boas obras. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SANTA MÔNICA)
Mônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com freqüência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.

Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.

E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas".

Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.

Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado freqüentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.

Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha cinqüenta e seis anos.

O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.

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