quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Santo do dia 13 de dezembro Santa Luzia ou Lúcia


 
Santa Luzia ou Lúcia
Século IV

13 de dezembro
Santa Luzia ou Lúcia

Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápoles. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.

Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

Ano C - Dia: 13/12/2012


A mensagem de João Batista
Leitura Orante

Mt 11,11-15

Eu afirmo a vocês que isto é verdade: de todos os homens que já nasceram, João Batista é o maior. Porém quem é menor no Reino do Céu é maior do que ele. Desde os dias em que João anunciava a sua mensagem, até hoje, o Reino do Céu tem sido atacado com violência, e as pessoas violentas tentam conquistá-lo. Até o tempo de João, todos os Profetas e a Lei de Moisés falaram a respeito do Reino. E, se vocês querem crer na mensagem deles, João é Elias, que estava para vir. Se vocês têm ouvidos para ouvir, então ouçam. 

Leitura Orante

- A todos nós que nos encontramos neste ambiente virtual,
paz de Deus, nosso Pai,
a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo,
no amor e na comunhão do Espírito Santo.
- Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes:
"Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome,
eu aí estarei no meio deles", ficai conosco, aqui reunidos, pela grande rede da internet,
para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos
as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa,
onde a Palavra de Deus produza frutos
abundantes de santidade e missão. 

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto na minha Bíblia: Mt 11,11-15, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus diz que João é o menor no Reino. Mas diz ainda que ele é Elias. Queria dizer que o fogo do Espírito estava nele e o fazia "correr adiante" , como "precursor" do Senhor que vem. João é mais que um profeta (Lc 7,26). Nele, o Espírito Santo conclui a tarefa de "falar pelos profetas". Ele é a voz do que vem. E a mensagem de João é forte. Diz que o Reino dos céus é dos violentos. Como? Esta violência entende-se como renunciar às nossas grandezas e tornar-nos pequenos. O próprio Jesus nos ensinou fazendo-se pequeno. "Tornar-se criança" em relação a Deus é a condição para entrar no Reino (Mt 18,3-4). É preciso nascer de novo, "nascer do alto" (Jo 3,7). Assim, João nos prepara para o Natal. E o mistério do Natal realiza-se em nós quando Cristo "toma forma" em nós. (Gl 4,19). 


Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje? Como posso concretizar na minha vida esta mensagem de João Batista? Ajudam-me os bispos que, em Aparecida falaram também de conversão: "No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação. "No exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf. Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf. Hb 3,12-14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação. (DAp 351).
Vou buscar este caminho através de um sério exame de consciência e do sacramento da reconciliação. 


3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus? Faço meu exame de consciência, em espaço maior de tempo, seguindo a sugestão do Pe. Tiago Alberione, no roteiro que segue.
Diz ele: "Então o Coração de Jesus curará o nosso das suas doenças (indiferença, desconfiança, má inclinação, paixões doentias, sentimentos vãos, aspirações humanas...), e o fará bater em uníssono com o seu pela glória de Deus e a paz das pessoas. Nos fará compreender o abismo do nosso nada e a grande elevação em Jesus Cristo". Nesta época de preparação ao Natal este apelo nos ajuda a fazer um exame de consciência, procurar o sacramento da reconciliação. Esta é uma maneira bastante cristã de celebrar o Natal. 


Como fazer o Exame de Consciência?
Padre Alberione indica os seguintes passos:
- Oração inicial:
Peço graças para fazer bem o exame. Peço a ajuda de Deus para recordar as vezes em que faltei e também, peço força, decisão para me corrigir.
Pode se rezar:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Trindade Santíssima - Pai, Filho, Espírito Santo -
presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser,
eu vos adoro, amo e agradeço.
- Agradecimento. Agradeço a Deus por todas as graças recebidas em toda a minha vida. Rezo com São Paulo: 1Tm 1,12-17:
"Dou graças a Cristo Jesus, nosso Senhor, porque, apesar de eu ser antes blasfemador, perseguidor e insolente, me fortaleceu, confiou em mim e me chamou para seu serviço. Teve compaixão de mim, porque eu errava por ignorância e falta de fé. O Senhor Deus me deu muitas graças, com a fé e o amor de Jesus Cristo...Ao Rei dos séculos, ao Deus único, imortal e invisível, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém".
- Exame: peço conta de mim mesmo sobre os pensamentos, palavras e ações. Posso me servir da carta de São Paulo aos Coríntios para me examinar,1Cor 13,1-13 (pode ler na própria Bíblia, o texto todo): "O amor é paciente, é amável, o amor não é invejoso nem fanfarrão, não é orgulhoso, não faz coisas inconvenientes, não procura o próprio interesse, não se irrita, não guarda rancor, não se alegra com a injustiça... tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta(...)" É assim que amo?
-Arrependimento: Peço perdão a Deus, de forma espontânea. Deixo o coração falar ao Pai misericordioso.
Digo como o filho pródigo: "Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço chamar-me teu filho" (Lc 15,18)
- Proponho viver conforme à vontade de Deus. Rezo o Pai Nosso. (empenho-me por me confessar e receber o sacramento da reconciliação).
Jesus Mestre, a tua vida é preceito, caminho, segurança única, verdadeira, infalível.
O Presépio, Nazaré, o Calvário, tudo é um caminho de amor ao Pai, de pureza
infinita, de amor às pessoas, ao Sacrifício...
Faze com que eu a conheça, faze com que eu coloque, a cada momento, o meu pé sobre as tuas pegadas.(...) O caminho largo não é teu: Jesus, eu ignoro todo caminho não indicado por ti. Aquilo que Tu queres, eu quero. 

4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou agir conforme o Projeto de Jesus Mestre para mim. Vou viver todos os dias de minha vida como uma pessoa reconciliada.

Bênção natalina
( do bem-aventurado Alberione)
Jesus Menino coloque a sua mãozinha
sobre tua cabeça e derrame sobre ti
a sua luz, conforto e alegria.
Amém!
- Abençoe-nos Deus misericordioso,
Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. 



DIA 13 DE DEZEMBRO - QUINTA-FEIRA

SANTA LUZIA
VIRGEM E MÁRTIR 
(VERMELHO, PREFÁCIO DO ADVENTO I OU DOS SANTOS – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Antífona da entrada: Vem, esposa de Cristo, receber a coroa que o Senhor te preparou para a eternidade.
Oração do dia
Ó Deus, que a intercessão da gloriosa virgem santa Luzia reanime o nosso fervor, para que possamos hoje celebrar o seu martírio e contemplar, um dia, a sua glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Isaías 41,13-20)
Leitura do livro do profeta Isaías.
41 13 Pois eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: "Nada temas, eu venho em teu auxílio".
14 Portanto, nada de medo, Jacó, pobre vermezinho, Israel, mísero inseto. Sou eu quem venho em teu auxílio, diz o Senhor, teu Redentor é o Santo de Israel.
15 Vou fazer de ti um trenó triturador, novinho, eriçado de pontas: calcarás e esmagarás as montanhas, picarás miúdo as colinas como a palha do trigo.
16 Tu as joeirarás e o vento as carregará; o turbilhão as espalhará; entretanto, graças ao Senhor, alegrar-te-ás, gloriar-te-ás no Santo de Israel.
17 Os infelizes que buscam água e não a encontram e cuja língua está ressequida pela sede, eu, o Senhor, os atenderei, eu, o Deus de Israel, não os abandonarei.
18 Sobre os planaltos desnudos, farei correr água, e brotar fontes no fundo dos vales. Transformarei o deserto em lagos, e a terra árida em fontes.
19 Plantarei no deserto cedros e acácias, murtas e oliveiras; farei crescer nas estepes o cipreste, ao lado do olmo e do buxo,
20 a fim de que saibam à evidência, e pela observação compreendam, que foi a mão do Senhor que fez essas coisas, e o Santo de Israel quem as realizou.
Palavra do Senhor.
Isaías 41, 13-20 – “  promessas  para um vida nova!”


O profeta Isaías nos anima e revela para nós as promessas de Deus para que tenhamos uma vida nova cheia de graça e de felicidade. Assim sendo, todos nós podemos nos apossar hoje de todas estas promessas que foram feitas a “Jacó, pobre verme”, pois também somos como estes pequenos insetos, pobres vermes, temerosos, incapazes e não temos saída para as nossas limitações. O profeta usa a linguagem simbólica do verme e do carro novo de triturar para identificar a nossa pequenez e limitação e mostrar o que a força de Deus pode realizar por meio de nós. Triturar e despedaçar os montes significa ultrapassar todas as barreiras que se apresentam diante de nós, e nos impedem de caminhar para a salvação e de ser feliz. Somos pobres e necessitados procurando água no deserto, mas com o Senhor teremos em nós rios que servem para irrigar a terra seca do nosso coração. Somos os pobres, necessitados que procuramos água e não encontramos, por isso ficamos com a língua seca de sede. No entanto, o Senhor nos fala pela boca do profeta e nos garante a vivência de um tempo novo, de transformação e de poder.  “Não tenha medo”!  ”Eu te tomo pela mão”! “Eu te ajudarei”! Este é o consolo do Senhor para nós! É tempo de nos apossarmos das promessas de Deus  e não podemos deixar de experimentar de todas as ações que o Senhor quiser manifestar na nossa vida. Precisamos entregar a terra do nosso coração que foi ferida pelos vaivéns da nossa história, fendida pelos sofrimentos existenciais e sulcada pelos ventos contrários. O Senhor fará nascer em nós rios de água viva  e fará germinar na terra boa a semente do Seu Amor Eterno.  – O seu coração é terra seca ou você já tem em si o rio que Deus prometeu? – Você já percebe que a solução dos seus problemas está no Senhor? – Você sente a mão do Senhor na sua vida?
Salmo responsorial 144/145
Misericórdia e piedade é o Senhor!
Ele é amor, é paciência, é compaixão.

Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu rei,
E bendizer o vosso nome pelos séculos.
O Senhor é muito bom para com todos,
Sua ternura abraça toda criatura.

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,
E os vossos santos, com louvores, vos bendigam!
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
E saibam proclamar vosso poder!

Para espalhar vossos prodígios entre os homens
E o fulgor de vosso reino esplendoroso.
O vosso reino é um reino para sempre,
Vosso poder, de geração em geração.
Salmo 144 – “Misericórdia e piedade é o Senhor! Ele é amor, é paciência, é compaixão1”

O poder de Deus é misericórdia. Só ele pode nos perdoar quando pecamos. Por isso, precisamos ter um coração agradecido porque existe Alguém que compreende a nossa fraqueza. A nossa gratidão consiste em exaltar e bendizer o Nome d’Aquele que é poderoso na nossa vida e cujas obras O glorificam.
Evangelho (Mateus 11,11-15)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Que os céus, lá do alto, derramem o orvalho, que chova das nuvens o justo esperado, que a terra se abra e germine ó Senhor! (Is 45,8)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 11 "Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.
12 Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam.
13 Porque os profetas e a lei tiveram a palavra até João.
14 E, se quereis compreender, é ele o Elias que devia voltar.
15 Quem tem ouvidos, ouça".
Palavra da Salvação.

Evangelho – Mateus 11, 11-15 – “ lutando contra o mundo”

João Batista veio ao mundo preparar o caminho para Jesus que chegou logo depois  a fim de instaurar o Seu reino aqui na terra. O povo de Israel, escolhido por Deus, no entanto, não acolheu Jesus, entendendo que Ele não tinha as características de um rei poderoso. Referindo-se a João Batista como o maior entre todos os homens que já nasceram Jesus, no entanto, observa que, maior ainda do que ele é todo aquele (a) que possui o reino dos céus.  No entanto, o reino dos céus sofre a violência da mentalidade do mundo que lhe é contraditória, mas é conquistado justamente por aqueles (as) que são violentos (as), isto é, se opõem ao modo de pensar e julgar pregado por ele. O mundo em que vivemos nos ensina a pensar e agir completamente diferente do que prega o Evangelho de Jesus. Diante disso, podemos, então, fazer uma avaliação se já conquistamos de verdade o reino dos céus, examinando se os nossos pensamentos e ações estão ou não em conformidade com os valores evangélicos. Por conseguinte, se seguimos a cartilha do mundo e pomos em prática o que ele nos orienta estamos sendo covardes e ainda não conquistamos o reino dos céus. Precisamos ser os novos João Batista. Ele foi o último profeta do Novo Testamento e veio com o mesmo espírito desbravador de Elias abrir para o povo um caminho de conversão e preparar este povo para ser batizado e aceitar a Salvação de Jesus. Portanto, somos também os profetas deste novo tempo e,  como eles, fomos convocados a corajosamente bradar ao mundo que a Salvação vem do Senhor.  – Você se considera um grande homem, uma grande mulher? – Você é uma pessoa firme e corajosa no enfrentamento dos “favores” que o mundo lhe tem oferecido? -  Você tem dado exemplo, na sua casa e no mundo, de que o reino dos céus já está acontecendo na sua vida?
Comentário ao Evangelho
A VIOLÊNCIA DO REINOComo entender a afirmação de Jesus, segundo a qual "o Reino sofre violência e são os violentos que o conquistam"? Pensou-se tratar das duras renúncias exigidas dos discípulos do Reino; da violência dos que querem estabelecer o Reino pela força das armas, como queriam os zelotas; da tirania dos poderes demoníacos (dos homens perversos) que resistem ao Reino, apoderando-se dele e impedindo que outras pessoas façam parte dele, e o Reino cresça; do Reino abrindo caminho pelo mundo com violência.
Por um lado, quando Jesus começou a pregar, nos dias de João Batista, muita gente se converteu, esforçando-se para entrar no Reino. Tratando-se de uma proposta dura e exigente, era impossível acolhê-la sem abrir mão dos projetos pessoais e sem se predispor a "tomar, cada dia, a própria cruz" e pôr-se a seguir Jesus. Portanto, nada de contemporizar com o egoísmo e a maldade que corrompem o coração humano.
Por outro lado, desde o início de seu ministério, o Mestre viu-se às voltas com a violência das forças do anti-Reino, articuladas para neutralizá-lo, de modo a impedir que muitas pessoas entrassem nele. A trágica morte de João Batista serviu de presságio para o destino de Jesus.
O discípulo experimenta, pois, dois níveis de violência: um interno, enquanto combate seus vícios e pecados; e outro externo, enquanto é vítima da maldade dos inimigos do Reino.

Oração
Pai, dá-me força para combater os vícios e os pecados que me impedem de aderir plenamente ao teu Reino, e para suportar a violência dos que se opõem a ti.
Sobre as oferendas
Aceitai, ó Deus, nossa humilde homenagem na comemoração da virgem santa Luzia e concedei-nos, por esta oblação puríssima, manter acesa em nossos corações a chama do vosso amor. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: A virgem prudente escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada (Lc 10,42)
Depois da comunhão
Nutridos pelo pão do céu, imploramos, ó Deus, vossa clemência, para que, alegrando-nos com a festa da virgem e mártir santa Luzia, possamos alcançar perdão para os nossos pecados, graça e proteção para nossas vidas e finalmente a glória eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SANTA LUZIA)
Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Nápoles. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão ("Luzia" deriva de "luz"), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra "A Divina Comédia", que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.

Luzia pertencia a uma rica família napolitana de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Espiritualidade do Advento


Espiritualidade do Advento
Toda a liturgia do Advento é apelo para se viver alguns comportamentos essenciais do cristão : a expectativa vigilante e alegre, a esperança, a conversão, a pobreza. Somente na vivência profunda destes elementos, o nascimento de Cristo terá um sentido profundo em nossa vida e não uma simples lembrança histórica.

1) A expectativa vigilante e alegre caracteriza sempre o cristão e a Igreja, porque o Deus da revelação e o Deus da promessa, , que manifestou em Cristo toda sua fidelidade ao homem.Em toda a liturgia do Advento ressoam as promessas de Deus, principalmente pela voz de Isaías, que reaviva a esperança de Israel.

A esperança da Igreja, portanto a nossa esperança, é a mesma de Israel , mas já realizada em Cristo. O olhar da comunidade , fixa-se com esperança mais segura no comprimento final, a vinda gloriosa do Senhor: "Maranatha: vem ,Senhor Jesus". É o grito e o suspiro de toda Igreja e de cada um de nós, em seu peregrinar terreno ao encontro definitivo do Senhor.

A expectativa vigilante é acompanhada sempre pelo convite à alegria. O Advento é tempo de expectativa alegre porque aquilo que se espera certamente acontecerá. Deus é fiel. A vinda do Salvador cria um clima de alegria que a liturgia não só relembra , mas quer que seja vivida por cada um de nós.

2) No Advento, toda a Igreja vive sua grande esperança. O Deus da revelação de Jesus tem um nome: "Deus da esperança" (Rm 15,13). Não é o único nome do Deus vivo, mas um nome que o identifica como "Deus para nós e conosco". Este tempo deve ser para nós, e todos precisamos,um tempo de grande educação à esperança: uma esperança forte e paciente; uma esperança que aceita a hora da provação, da perseguição e da lentidão no desenvolvimento do reino; uma esperança que confia no Senhor e nos liberta das nossas muitas impaciências.

Esse empenho da Igreja torna-se mais forte e urgente diante das grandes áreas vazias de esperança, que se registram no mundo contemporâneo, inclusive no nosso Brasil. A geografia do desespero é maior e mais terrível do que a geografia da fome e é expressão aterradora do avanço de anti-humanismos destruidores, como a droga e a violência.

3) Advento, tempo de conversão. Não existe possibilidade de esperança e de alegria sem retornar ao Senhor de todo o coração, na expectativa da sua volta. A vigilância requer luta contra o torpor e a negligência; requer prontidão, e portanto,desapego dos prazeres e bens terrenos (cf. Lc 21,34 ss).

Os comportamentos fundamentais do cristão exigidos pelo espírito do Advento, estão intimamente unidos entre si, de modo que não é possível viver a expectativa, a esperança e a alegria pela vinda do Senhor, sem uma profunda conversão. Por outro lado,como as tentações da vida presente antecipam a tribulação escatológica, a vigilância cristã exige um treinamento diário na luta contra o maligno; exige sobriedade e oração contínua: "sejam sóbrios e fiquem de prontidão" (1 Pd 5,8-9).

4) Enfim, um comportamento que caracteriza a espiritualidade do Advento é o do pobre. Não tanto o pobre em sentido econômico, mas o pobre entendido em sentido bíblico: aquele que confia em Deus e apóia-se totalmente nele. Estes anawîm, como os chama a bíblia, são os mansos e humildes, porque as suas disposições fundamentais são a humildade, o temor de Deus, a fé.

Jesus proclamará felizes os pobres e neles reconhecerá os herdeiros do Reino,e ele mesmo será um pobre. Maria, a mulher do advento, emerge como modelo dos pobres do Senhor, que esperam as promessas de Deus, confiam nele e estão disponíveis à atuação do plano de Deus. Não nos esqueçamos que a pobreza do coração, essencial para entrar no Reino, não exclui, mas exige a pobreza efetiva, a renúncia em colocar a própria confiança nos bens terrenos.

Vivendo assim este " tempo de graça" que a Igreja nos oferece, o Natal do Senhor de 2012 terá um novo sentido em nossa vida espiritual.


Padre Gian Luigi Morgano




sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


DIA 7 DE DEZEMBRO - SEXTA-FEIRA

I SEMANA DO ADVENTO *
SANTO AMBRÓSIO 
BISPO E DOUTOR

Antífona da entrada: Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor (1Sm 2,35).
Oração do dia
Ó Deus, que fizestes o bispo santo Ambrósio doutor da fé católica e exemplo de intrépido pastor, despertai na vossa Igreja homens segundo o vosso coração, que a governem com força e sabedoria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Isaías 29,17-24)
Leitura do livro do profeta Isaías.
Assim fala o Senhor Deus: 29 17 "Acaso, dentro de mui pouco tempo, não será o Líbano convertido em vergel, e o vergel não passará por floresta?
18 Naquele tempo os surdos ouvirão as palavras de um livro; e, livres da obscuridade e das trevas, os olhos dos cegos verão.
19 Os humildes encontrarão cada vez mais ventura no Senhor e os homens mais pobres, graças ao Santo de Israel, estarão jubilosos.
20 Pois não haverá mais tiranos, já terá desaparecido o cético, e todos os que planejavam o mal serão exterminados;
21 os que, por uma palavra, acusam os outros; os que, à porta, procuram enganar o juiz e por um nada fazem o inocente perder sua causa".
22 Por isso eis o que disse o Senhor, o Deus da casa de Jacó, que resgatou Abraão: "Daqui em diante Jacó não será mais confundido, e seu rosto não mais empalidecerá,
23 porque, quando virem nele minha obra, bendirão o meu nome. Glorificarão o Santo de Jacó e temerão o Deus de Israel.
24 Os espíritos desencaminhados aprenderão sabedoria, e os que murmuravam receberão instrução".
Palavra do Senhor.

Reflexão Pessoal –  Isaías 29, 17-24 –“uma obra de conversão”

O profeta Isaías continua profetizando sobre o que irá acontecer dentro de um tempo previsto. Assim sendo ele prenuncia o que hoje já acontece conosco, isto é, a conversão do nosso interior.  A obra da nossa conversão é uma decorrência da nossa experiência com a salvação de Jesus vivo e ressuscitado. A transformação do nosso coração, o reconhecimento das maravilhas de Deus, a fraternidade nos nossos relacionamentos humanos, a alegria e o louvor são características desse tempo novo que Deus preparou para cada homem e para cada mulher. Por isso, a expressão,  “dentro de pouco tempo”, nos faz ter uma expectativa promissora  em relação à condição da nossa vida pessoal depois que  temos um encontro com Jesus.  Por isso, a esperança é a nossa maior arma e até “os homens de espírito inconstante conseguirão sabedoria e os maldizentes concordarão em aprender”.Isto tudo acontece quando nos rendemos ao chamado de Deus para reconhecermos Jesus como nosso único Salvador e encarnamos a Sua Palavra como uma fonte que nos alimenta perenemente e nos leva à conversão. A conversão do nosso coração é uma obra que Deus, pessoalmente, realiza, quando vivenciamos os Seus ensinamentos. O Senhor espera pelas nossas resoluções e pelo dia em que honraremos o Seu nome no meio do povo. No dia em que não mais seremos pessoas de espírito inconstante, mas concordarmos em aprender tudo o que Ele tem para nos ensinar. - Este dia já chegou para você, ou você ainda espera? O Senhor já começou a realizar em você uma obra de conversão? – Qual a sua expectativa desse dia chegar para as pessoas a quem você ama? Continue esperando. Ele virá, não tardará!
Salmo responsorial 26/27
O Senhor é minha luz e salvação.
O Senhor é minha luz e salvação;
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida;
perante quem eu tremerei?

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,
e é só isto que eu desejo:
habitar no santuário do Senhor
por toda a minha vida;
saborear a suavidade do Senhor
e contempla-lo no seu templo.

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver
na terra dos viventes.
Espera no Senhor e tem coragem,
espera no Senhor!
Salmo 26 – “O Senhor é minha luz e salvação!”

Enquanto esperamos o Senhor chegar, nós precisamos nos sentir seguros e conscientes de que Ele já é a nossa luz e salvação. Não podemos temer os homens nem as circunstâncias que nos são adversas. Deus vem em nosso auxílio para atender ao desejo do nosso coração de habitar no Seu santuário por toda a nossa vida. E a morada de Deus conosco, enquanto aqui estamos, é o nosso coração que pulsa no ritmo do Seu coração e nos encoraja para assumir os encargos que Ele nos confiar.
Evangelho (Mateus 9,27-31)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis que virá o nosso Deus com poder e majestade,
E ele há de iluminar os olhos dos seus servos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
9 27 Partindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: "Filho de Davi, tem piedade de nós!"
28 Jesus entrou numa casa e os cegos aproximaram-se dele. Disse-lhes: "Credes que eu posso fazer isso?" "Sim, Senhor", responderam eles.
29 Então ele tocou-lhes nos olhos, dizendo: "Seja-vos feito segundo vossa fé".
30 No mesmo instante, os seus olhos se abriram. Recomendou-lhes Jesus em tom severo: "Vede que ninguém o saiba".
31 Mas apenas haviam saído, espalharam a sua fama por toda a região.
Palavra da Salvação.
Evangelho – Mateus 9, 27-31 – “ fé e convicção”

Nós também como os cegos que seguiam Jesus clamamos pela sua piedade, suplicamos e imploramos pela Sua assistência e pelo Seu socorro. Porém, ao contrário deles, muitas vezes não temos certeza do que pedimos e, nem mesmo acreditamos que Ele seja capaz de realizar o milagre que buscamos. Os cegos tinham consciência de sua cegueira e tinham plena confiança de que Jesus poderia realizar aquele milagre, e foi isso que aconteceu. Nós também precisamos ter consciência de que os “milagres” que precisam acontecer na nossa vida estão condicionados à convicção que tenhamos de que eles constituem para nós uma necessidade vital. Somente quando conscientemente nos damos conta das nossas carências, da nossa cegueira e da necessidade de “enxergar” as coisas, é que precisamos ir à procura d’Aquele que é capaz de realizar em nós muito mais do que esperamos. Precisamos ter convicção das nossas reais necessidades. A partir da nossa fidelidade e da nossa perseverança, da nossa firmeza de propósitos, Deus vai abrindo os nossos olhos e nos conscientizando de que tudo acontece a partir do desejo do nosso coração. Muitas vezes   perseguimos cura e libertação para nossas “cegueiras emocionais e espirituais” sem ter convicção de que realmente queremos nos desvencilhar dos nossos traumas de estimação. Vivemos fazendo testes nos momentos de oração diante do Santíssimo, no entanto, Jesus conhece de perto as nossas incoerências e a qualidade da nossa fé. Por isso, Ele também   pergunta a cada um de nós: “Vós acreditais que eu posso fazer isso,” que você deseja”?  Tudo poderá acontecer de  acordo com a nossa fé e da necessidade real das coisas que pedimos ao Pai. – Você tem perseverado nos pedidos que faz a Jesus? - Como está a sua fé em relação às coisas que você tem clamado ao Senhor?- Você sabe do que  está  precisando? Isto que você pede lhe é necessário?- Você precisa abrir os olhos para enxergar alguma coisa que não está vendo? – Há sinceridade no seu coração?
Comentário ao Evangelho
A CURA PELA FÉA cura dos cegos pode ser considerada sob dois aspectos. No aspecto físico, a recuperação da vista representou para eles o descortinar de uma perspectiva nova de existência, para além da exclusão e do estigma social de serem tidos como punidos por Deus por causa de pecados próprios ou alheios. Realizar isto já seria um gesto espetacular de Jesus. Entretanto, aconteceu, também, uma outra transformação na vida daqueles homens: a cura da cegueira espiritual. Esta libertação possibilitou-lhes reconhecer Jesus como o Filho de Davi, ou seja, o Messias esperado, e os levou a recorrer a ele na certeza de serem curados. O pedido desses dois cegos foi aceito, porque acreditaram em Jesus e em seu poder.
Só é possível reconhecer o Senhor, na medida em que a cegueira é superada. Isto acontece quando o discípulo recorre ao Mestre e, uma vez curado da cegueira espiritual, torna-se capaz de perceber sua condição messiânica, sem se deter nas aparências exteriores. Ademais, consegue confessá-lo como a presença da misericórdia divina na história humana e a concretização da esperança do povo.
Como os dois cegos, o discípulo deve sempre suplicar ao Senhor para ser curado de sua cegueira espiritual.

Oração
Senhor Jesus, liberta-me da cegueira que me impede de recorrer a ti como a presença da misericórdia de Deus em minha vida.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as oferendas
Ó Deus, ao celebramos esta eucaristia, fazei que o Espírito Santo acenda em nós a mesma fé que iluminava santo Ambrósio ao proclamar a vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Eu vim para que tenham a vida, e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10,10).
Depois da comunhão
Ó Deus, que nos reconfortastes com este sacramento, fazei-nos progredir pelos ensinamentos de santo Ambrósio, para que, percorrendo corajosamente vossos caminhos, nos preparemos para o eterno convívio. Por Cristo, nosso Senhor.


MISSA VOTIVA

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS
BRANCO – MISSAL, PÁG. 382

Oração do dia: Senhor Deus, revesti-nos das virtudes do coração de vosso Filho e inflamai-nos com seu amor, para que, assemelhando-nos a ele, possamos participar da redenção eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Ó Deus, Pai de misericórdia, que na vossa imensa caridade nos destes o vosso Filho único, fazei que, formando com ele um só corpo, possamos oferecer-vos um culto digno de vós. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Tendo participado do vosso sacramento de amor, imploramos, ó Deus, que, conformados a Cristo na terra, nos associemos no céu à sua glória. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SANTO AMBRÓSIO):
Conselheiro e pai espiritual de três imperadores romanos, Graciano, Valentiniano II e Teodósio I, Ambrósio é o símbolo da Igreja nascente, após os sofridos anos de perseguições e vida escondida. Foi graças à sua atuação que a Igreja de Roma conseguiu tratar com o poder público sem servilismo. Tanto que Ambrósio chegou a repreender asperamente o imperador Teodósio I, obrigando-o a fazer uma penitência pública por ter massacrado a população da Tessalônica para conter uma revolta. A sua figura representa o ideal de bispo pastor, que se deve impor como símbolo de liberdade e de pacificação para o Povo de Deus. Nasceu em Trèves, atual Alemanha, por volta do ano 339. Era de família cristã: seu pai era alto funcionário do Império Romano, governador de uma província do outro lado dos Alpes, no norte da Itália. Quando o pai morreu, a família foi para Roma, onde Ambrosio estudou direito, retórica e iniciou sua carreira jurídica. Certa vez, estava em Milão quando o bispo morreu. Bom jurista e funcionário imperial, procurou evitar um conflito nas novas eleições eclesiásticas com um discurso firme e muito sensato. Foi tão sereno e equilibrado que, ao final, a assembléia o aclamou o novo bispo de Milão. Muito surpreso, recusou, dizendo que essa não era a sua intenção, até porque era um pecador, e não era ainda batizado, ainda se preparava para esse sacramento. Mas não adiantou. Logo foi batizado e consagrado. Desde então, dedicou-se com afinco ao estudo das Sagradas Escrituras. Não era intelectual, mas suas obras litúrgicas, comentários sobre as Escrituras e tratados ascético-morais o fizeram especialista da doutrina cristã e da arte de administrar a comunidade cristã a ele confiada. A marca do seu apostolado foi impressa pela importância que deu aos valores da virgindade de Maria e dos mártires de Cristo. Considerado o pai da liturgia ambrosiana, recebeu com mérito o título de doutor da Igreja. Os livros de sua autoria que chegaram até nós são, quase todos, a reprodução de suas pregações e sermões. Agostinho, convertido por ele e um dos seus ouvintes freqüentes, conta que o prestígio dos sermões do bispo Ambrósio de Milão era enorme, graças ao eficaz tom de voz e sua eloqüência com a escolha das palavras. Por isso foi chamado de "o apóstolo da amizade". Morreu em Milão, em 4 de abril de 397, uma Sexta-Feira Santa. Santo Ambrósio é venerado no dia 7 de dezembro, data em que, no ano 374, foi aclamado pela população bispo de Milão.






quinta-feira, 6 de dezembro de 2012


Ano C - Dia: 06/12/2012


Onde está construída minha casa?
Leitura Orante

Mt 7,21.24-27Não é toda pessoa que me chama de "Senhor, Senhor" que entrará no Reino do Céu, mas somente quem faz a vontade do meu Pai, que está no céu.
- Quem ouve esses meus ensinamentos e vive de acordo com eles é como um homem sábio que construiu a sua casa na rocha. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Porém ela não caiu porque havia sido construída na rocha.
- Quem ouve esses meus ensinamentos e não vive de acordo com eles é como um homem sem juízo que construiu a sua casa na areia. Caiu a chuva, vieram as enchentes, e o vento soprou com força contra aquela casa. Ela caiu e ficou totalmente destruída. 


Leitura Orante

Formamos uma rede de comunicação
e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que circulam por este ambiente
virtual. Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

E cantamos ou rezamos
Ó vem, Senhor, não tardes mais!
Vem Saciar nossa Sede de Paz!

1. Ó vem, como chega a brisa do vento,
Trazendo aos pobres justiça e bom tempo!

2. Ó vem, como a chuva no chão
Trazendo fartura de vida e de pão!

3. Ó vem, como chega a luz que faltou
Só tua palavra nos salva Senhor!

4. Ó vem, como chega a carta querida
Bendito carteiro do Reino da Vida!

5. Ó vem, como chega o filho esperado
Caminha conosco Jesus Bem amado!

6. Ó vem, como chega o Libertador
Das mãos do inimigo nos salva Senhor
(Ver melodia ao lado) 

1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto na minha Bíblia e observo palavras e comparações feitas por Jesus: Mt 7,21.24-27.
Não basta rezar ou chamar a Deus de Senhor para entrar no seu Reino. Jesus diz com exclusividade: "somente" quem faz a vontade do Pai é que entra neste Reino. O Mestre conta a parábola da casa construída sobre a rocha e da casa construída sobre a areia. Construir a casa significa ouvir a Palavra de Deus. Nos dois casos, as pessoas "ouviram a Palavra". A diferença está em que um "vive de acordo com os ensinamentos" e outro, não. Os símbolos rocha e areia correspondem à prática ou não da Palavra. A chuva, as enchentes e o vento forte representam as dificuldades da vida, que querem nos derrubar e destruir o Projeto de Deus. A casa construída sobre a rocha, é firme, inabalável, vence todos os obstáculos. 


2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje? Os bispos da América Latina nos ajudam a refletir sobre o nosso compromisso com o Reino: "O projeto de Jesus é instaurar o Reino de seu Pai. Por isso, pede a seus discípulos: "Proclamem que está chegando o Reino dos céus!" (Mt 10,7). Trata-se do Reino da vida. Porque a proposta de Jesus Cristo a nossos povos, o conteúdo fundamental desta missão, é a oferta de uma vida plena para todos. Por isso, a doutrina, as normas, as orientações éticas e toda a atividade missionária das Igrejas, deve deixar transparecer esta atrativa oferta de uma vida mais digna, em Cristo, para cada homem e para cada mulher da América Latina e do Caribe." (DAp 361). 


3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo em silêncio e
depois concluo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus Mestre,
A tua vida é preceito, caminho,
segurança única, verdadeira, infalível.
O Presépio, Nazaré, o Calvário,
tudo é caminho de amor ao Pai,
de pureza infinita, de amor às pessoas,
ao Sacrifício...
Faze com que eu te conheça,
que eu coloque, a cada momento,
o meu pé sobre as tuas pegadas.(...) 


4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Quero colocar em prática a Palavra que ouvi.

Bênção Bíblica
O Senhor o abençoe e guarde!
O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!'
(Nm 6,24-27).

Sugestão
- Faça individualmente e partilhe com sua família, com seu grupo ou comunidade, o
Retiro de Advento e Natal.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012


DIA 4 DE DEZEMBRO - TERÇA-FEIRA

I SEMANA DO ADVENTO *
(ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO I – OFÍCIO DO DIA)

Antífona da entrada: Eis que o Senhor virá e com ele todos os seus santos, e haverá uma grande luz naquele dia (Zc 14,5.7).
Oração do dia
Sede propício, ó Deus, às nossas súplicas e auxiliai-nos em nossa tribulação. Consolados pela vinda do vosso Filho, sejamos purificados da antiga culpa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Isaías 11,1-10)
Leitura do livro do profeta Isaías.
1 1 Um renovo sairá do tronco de Jessé, e um rebento brotará de suas raízes.
2 Sobre ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento, Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor ao Senhor.
3 (Sua alegria se encontrará no temor ao Senhor.) Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer;
4 mas julgará os fracos com eqüidade, fará justiça aos pobres da terra, ferirá o homem impetuoso com uma sentença de sua boca, e com o sopro dos seus lábios fará morrer o ímpio.
5 A justiça será como o cinto de seus rins, e a lealdade circundará seus flancos.
6 Então o lobo será hóspede do cordeiro, a pantera se deitará ao pé do cabrito, o touro e o leão comerão juntos, e um menino pequeno os conduzirá;
7 a vaca e o urso se fraternizarão, suas crias repousarão juntas, e o leão comerá palha com o boi.
8 A criança de peito brincará junto à toca da víbora, e o menino desmamado meterá a mão na caverna da áspide.
9 Não se fará mal nem dano em todo o meu santo monte, porque a terra estará cheia de ciência do Senhor, assim como as águas recobrem o fundo do mar.
10 Naquele tempo, o rebento de Jessé, posto como estandarte para os povos, será procurado pelas nações e gloriosa será a sua morada.
Palavra do Senhor.
Reflexão Pessoal – Isaías 11, 1-10 – “o rebento de uma flor”

O profeta Isaías prediz a vinda de Jesus, rebento de uma flor, sobre quem repousará o Espírito de Deus e trará justiça para os humildes e pacíficos.  Assim, ele prenuncia o reino de Deus que vem sob as bênçãos do Espírito Santo derramadas por Jesus sobre toda a humanidade. As profecias de Isaías já aconteceram, Jesus já veio e, hoje, sob a ação do Espírito Santo todos nós podemos vivenciar o reino dos céus, onde “o lobo e o cordeiro vivem juntos”; “o leopardo deita-se ao lado do cabrito”  e “a criança brinca com a cobra”.  Isto significa dizer que todos nós podemos conviver em paz uns com os outros pela ação poderosa do Espírito de Deus que distribui a todos os dons de santificação ou dons infusos, que contribuem para o nosso aperfeiçoamento. Os dons infusos do Espírito Santo são um presente  de Deus para nós e nos motivam a participar da essência de Jesus Cristo que é  santidade e perfeição no amor. No Batismo nós recebemos o Espírito Santo e com Ele todos os dons, a saber: sabedoria, discernimento, conselho, fortaleza, ciência, temor de Deus e piedade que é a justiça. Os dons do Espírito Santo nos ajudam na nossa santificação assim como também contribuem para que possamos viver em harmonia uns com os outros. Sob a ação do Espírito podemos por em prática ações de concórdia e entendimento, cultivando bons relacionamentos, apesar das nossas diferenças. Por essa razão o profeta destaca a harmonia entre lobo e cordeiro, bezerro e o leão, a cobra e o menino desmamado. Isto significa que nós homens e mulheres cheios do Espírito Santo e dos seus dons podemos nos relacionar, apesar das nossas divergências. Jesus é o sinal entre os povos que se ergueu na Cruz para gerar entendimento entre todas as nações e trazer a salvação para toda a humanidade. – Você tem consciência dos dons que possui? – Você tem usado bem esses dons, presentes do Espírito Santo? -  Você tem consciência de que esses dons são para a sua santificação? – Você sabia que eles far-lhe-ão viver melhor os seus relacionamentos com as outras pessoas?
Salmo responsorial 71/72
Nos seus dias, a justiça florirá
e paz em abundância para sempre. 

Dai ao rei vossos poderes, Senhor Deus,
vossa justiça ao descendente da realeza!
Com justiça ele governe o vosso povo,
com equidade ele julgue os vossos pobres.

Nos seus dias, a justiça florirá
e grande paz, até que a lua perca o brilho!
De mar a mar estenderá o seu domínio,
e desde o rio até os confins de toda a terra!

Libertará o indigente que suplica,
e o pobre ao qual ninguém quer ajudar.
Terá pena do indigente e do infeliz,
e a vida dos humildes salvará.

Seja bendito o seu nome para sempre!
E que dure como o sol sua memória!
Todos os povos serão nele abençoados,
todas as gentes cantarão o seu louvor!
Salmo 71 – “Nos seus dias, a justiça florirá, e paz em abundância para sempre.”

O salmista canta os poderes do Rei que vem para governar a terra com justiça e equidade. A justiça de Deus é o amor e o fruto da justiça é a paz. Jesus já veio inserir na terra o Seu reino de amor e revelar ao homem a misericórdia de Deus e um dia retornará para julgar as nações e, definitivamente, aqui instalar-se para cumprir a promessa de novo céu e de uma nova terra.
Evangelho (Lucas 10,21-24)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis que virá o nosso Deus com poder e majestade. E ele há de iluminar os olhos dos seus servos. 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
10 21 Naquele mesma hora, Jesus exultou de alegria no Espírito Santo e disse: “Pai, Senhor do céu e da terra, eu te dou graças porque escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, bendigo-te porque assim foi do teu agrado.
22 Todas as coisas me foram entregues por meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho senão o Pai, nem quem é o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar”.
23 E voltou-se para os seus discípulos, e disse: “Ditosos os olhos que vêem o que vós vedes,
24 pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que vós ouvis, e não o ouviram”.
Palavra da Salvação.

Evangelho – Lucas 10, 21-24 – “O reino dos céus é dos pequeninos!”

Cheio do Espírito Santo Jesus louvou o Pai quando os Seus discípulos voltaram anunciando as maravilhas que lhes sucederam depois que saíram anunciando o reino de Deus.  Jesus exultou no Espírito, porque percebeu que os Seus discípulos agora, enxergavam claramente a missão a que haviam sido chamados. Do mesmo modo Jesus se alegra quando a ação do Espírito Santo em nós nos leva a uma compreensão das coisas do alto numa perspectiva espiritual completamente diversa daquela que apreendemos com a nossa humanidade. Assim, Jesus louvou ao Pai pelos Seus discípulos, pequeninos, sem muita instrução, mas cheios da alegria do Espírito. Somente os pequeninos, isto é, os que abrem o coração e não colocam a razão em primeiro lugar, poderão distinguir os prodígios e milagres que acontecem quando o reino de Deus se lhes manifesta pela ação do Espírito Santo. Assim também acontece conosco!  Só conseguimos propagar eficazmente  o reino dos céus aqui na terra, quando ele já está acontecendo na nossa vida e experimentamos a ação do Espírito Santo. À medida que abrimos mais e mais o nosso coração vamos também experimentando a alegria e a felicidade interior. Assim como exultou no Espírito Santo diante dos Seus discípulos, Jesus também o faz hoje, porque o Pai nos revela as coisas do Seu coração. Só os humildes e pequeninos podem “entender” os mistérios do céu. Jesus é a própria revelação de Deus e todos os que aceitam Jesus e nele creem, são os pequeninos que veem, ouvem e sentem a felicidade e a paz do Senhor. Hoje também Jesus nos alerta: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes!”   O Pai se dá a conhecer por meio da revelação do Filho e quanto mais conhecermos a Jesus, mais   teremos comunhão com o Pai e poderemos viver a felicidade tão almejada. Somos felizes porque os nossos olhos veem mais além das aparências e podemos, na reflexão da Palavra de Deus, descobrir os Seus segredos e os Seus planos para nós e para a humanidade. Somos chamados (as) no tempo atual da nossa vida a ver e ouvir o que o Senhor tem para nos revelar.   Não percamos tempo: o Senhor tem muito a nos mostrar e também a nos falar. - Você é pequenino (a) ou sábio (a) e inteligente? Você é uma pessoa atenta aos mistérios de Deus?- Você enxerga as maravilhas de Deus na sua vida?– Quando você medita sobre a Palavra de Deus você se limita ao que está escrito, ou você percebe nas entrelinhas uma mensagem para a sua vida?.
Comentário ao Evangelho
A FELICIDADE DE VER O MESSIASOs discípulos foram declarados felizes por terem visto e reconhecido o Messias Jesus. Esta felicidade foi ansiada, ao longo da história de Israel, por "muitos profetas e reis" que nutriam a esperança de vê-lo. O desejo deles, porém, não foi realizado.
Entretanto, a graça de ver o Messias tem dois pressupostos. O primeiro diz respeito à ação divina como propiciadora desta experiência. Só pode reconhecer o Messias, Filho de Deus, aquele a quem o Pai o quiser revelar. A simples iniciativa ou a curiosidade humana são insuficientes. O máximo que se poderá alcançar é a visão da realidade humana do Messias, seu aspecto exterior e suas características secundárias. Sua verdadeira identidade de Filho de Deus só pode ser conhecida por aqueles a quem o Pai revelar. Privado deste dado fundamental, esse conhecimento da pessoa do Messias Jesus esvazia-se e perde toda a  sua relevância.
O segundo pressuposto refere-se à postura espiritual de quem recebe a graça de reconhecer o Messias. Somente os simples e pequeninos, os não contaminados pelo espírito de soberba próprio dos sábios e entendidos deste mundo, é que terão acesso a este conhecimento elevado. O que os sábios em vão buscam conseguir, aos pequeninos é revelado diretamente por Deus. Estes têm a felicidade de ver e ouvir o Messias e predispor-se a acolher o Reino proclamado por ele.

Oração
Pai, dá-me um coração de pobre disposto a acolher a revelação de teu Filho Jesus que tu me fazes. Que eu tenha a felicidade de reconhecê-lo, com a ajuda de tua graça.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
Sobre as oferendas
Acolhei, ó Deus, com bondade nossas humildes preces e oferendas e, como não podemos invocar nossos méritos, venha em nosso socorro a vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: O Senhor, justo juiz, dará a coroa da justiça aos que esperam com amor a sua vinda (2Tm 4,8).
Depois da comunhão
Alimentados pelo pão espiritual, nós vos suplicamos, ó Deus, que, pela participação nesta eucaristia, nos ensineis a julgar com sabedoria os valores terrenos e colocar nossas esperanças nos bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.


MEMÓRIA FACULTATIVA

SÃO JOÃO DAMASCENO
(BRANCO - OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia: Concedei-nos, ó Deus, encontrar apoio nas orações do presbítero são João Damasceno, para que a verdadeira fé, por ele ensinada de modo tão eminente, seja sempre nossa luz e nossa força. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Seja do vosso agrado, ó Pai, este sacrifício, celebrando na festa de são João Damasceno, e, seguindo seu exemplo, seja plena a nossa dedicação ao vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Ó Pai, instruí pelo Cristo mestre aos que saciastes com o Cristo que é pão da vida, para que, na festa de são João Damasceno, possamos aprender a verdade e vive-la com amor. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SÃO JOÃO DAMASCENO):
João Damasceno é considerado o último dos santos Padres orientais da Igreja, antes que o Oriente se separasse definitivamente de Roma, no ano 1054. Uma das grandes figuras do cristianismo, não só da época em que viveu, mas de todos os tempos, especialmente pela obra teológica que nos legou. Seu nome de batismo era João Mansur. Nasceu no seio de uma família árabe cristã no ano 675, em Damasco, na Síria. Veio daí seu apelido "Damasceno" ou "de Damasco". Nessa época a cidade já estava dominada pelos árabes muçulmanos, que acabavam de conquistar, também, a Palestina. No início da ocupação, ainda se permitia alguma liberdade de culto e organização dos cristãos, dessa forma o convívio entre as duas religiões era até possível. A família dos Mansur ocupava altos postos no governo da cidade, sob a administração do califa muçulmano, espécie de prefeito árabe. Dessa maneira, na juventude, João, culto e brilhante, se tornou amigo do califa, que depois o nomeou seu conselheiro, com o título de grão-visir de Damasco. Mas como era, ao mesmo tempo, um cristão reto e intransigente com a verdadeira doutrina, logo preferiu se retirar na Palestina. Foi ordenado sacerdote e ingressou na comunidade religiosa de São Sabas, e desde então viveu na penitência, na solidão, no estudo das Sagradas Escrituras, dedicado à atividade literária e à pregação. Saía do convento apenas para pregar na igreja do Santo Sepulcro, para defender o rigor da doutrina. Suas homilias, depois, eram escritas e distribuídas para as mais diversas dioceses, o que o fez respeitado no meio do clero e do povo. Também a convite de João V, bispo de Jerusalém, participou, ao seu lado, no Concílio ecumênico de Nicéia, defendendo a posição da Igreja contra os hereges iconoclastas. O valor que passou para a Igreja foi através da santidade de vida, da humildade e da caridade, que fazia com que o povo já o venerasse como santo ainda em vida. Além disso, por sua obra escrita, sintetizando os cinco primeiros séculos de tentativas e esforços de sedimentação do cristianismo. Suas obras mais importantes são "A fonte da ciência", "A fé ortodoxa", "Sacra paralela" e "Orações sobre as imagens sagradas", onde defende o culto das imagens nas igrejas, contra o conceito dos iconoclastas. Por causa desse livro, João Damasceno foi muito perseguido e até preso pelos hereges. Até mesmo o califa foi induzido a acreditar que João Damasceno conspirava, junto com os cristãos, contra ele. Mandou prendê-lo a aplicar-lhe a lei muçulmana: sua mão direita foi decepada, para que não escrevesse mais. Mas pela fé e devoção que dedicava à Virgem Maria tanto rezou que a Mãe recolocou a mão no lugar e ele ficou curado. E foram inúmeras orações, hinos, poesias e homilias que dedicou, especialmente, a Nossa Senhora. Através de sua obra teológica foi ele quem deu início à teologia mariana. Morreu no ano 749, segundo a tradição, no Mosteiro de São Sabas. Tão importante foi sua contribuição para a Igreja que o papa Leão XIII o proclamou doutor da Igreja e os críticos e teólogos o declararam "são Tomás do Oriente". Sua celebração, no novo calendário litúrgico da Igreja, ocorre no dia 4 de dezembro.