domingo, 25 de novembro de 2012

25 de novembro

Santa Catarina de Alexandria
A vida e o martírio de Catarina de Alexandria estão de tal modo mesclados às tradições cristãs que ainda hoje fica difícil separar os acontecimentos reais do imaginário de seus devotos, espalhados pelo mundo todo. Muito venerada, o seu nome tornou-se uma escolha comum no batismo, e em sua honra muitas igrejas, capelas e localidades são dedicadas, no Oriente e no Ocidente. O Brasil homenageou-a com o estado de Santa Catarina, cuja população a festeja como sua celestial padroeira.

Alguns textos escritos entre os séculos VI e X , que se reportam aos acontecimentos do ano 305, tornaram pública a empolgante figura feminina de Catarina. Descrita como uma jovem de dezoito anos, cristã, de rara beleza, era filha do rei Costus, de Alexandria, onde vivia no Egito. Muito culta, dispunha de vastos conhecimentos teológicos e humanísticos. Com desenvoltura, modéstia e didática, discutia filosofia, política e religião com os grandes mestres, o que não era nada comum a uma mulher e jovem naquela época. E fazia isso em público, por isso era respeitada pelos súditos da Corte que seria sua por direito.

Entretanto esses eram tempos duros do imperador romano Maximino, terrível perseguidor e exterminador de cristãos. Segundo os relatos, a história do martírio da bela cristã teve início com a sua recusa ao trono de imperatriz. Maximino apaixonou-se por ela, e precisava tirá-la da liderança que exercia na expansão do cristianismo. Tentou, oferecendo-lhe poder e riqueza materiais. Estava disposto a divorciar-se para casar-se com ela, contanto que passasse a adorar os deuses egípcios.

Catarina recusou enfaticamente, ao mesmo tempo que tentou convertê-lo, desmistificando os deuses pagãos. Sem conseguir discutir com a moça, o imperador chamou os sábios do reino para auxiliá-lo. Eles tentaram defender suas seitas com saídas teóricas e filosóficas, mas acabaram convertidos por Catarina. Irado, Maximino condenou todos ao suplício e à morte. Exceto ela, para quem tinha preparado algo especial.

Mandou torturá-la com rodas equipadas com lâminas cortantes e ferros pontiagudos. Com os olhos elevados ao Senhor, rezou e fez o sinal da cruz. Então, ocorreu o prodígio: o aparelho desmontou. O imperador, transtornado, levou-a para fora da cidade e comandou pessoalmente a sua tortura, depois mandou decapitá-la. Ela morreu, mas outro milagre aconteceu. O corpo da mártir foi levado por anjos para o alto do monte Sinai. Isso aconteceu em 25 de novembro de 305.

Contam-se aos milhares as graças e os milagres acontecidos naquele local por intercessão de santa Catarina de Alexandria. Passados três séculos, Justiniano, imperador de Bizâncio, mandou construir o Mosteiro de Santa Catarina e a igreja onde estaria sua sepultura no monte Sinai. Mas somente no século VIII conseguiram localizar o seu túmulo, difundindo ainda mais o culto entre os fiéis do Oriente e do Ocidente, que a celebram no dia de sua morte.

Ela é padroeira da Congregação das Irmãs de Santa Catarina, dos estudantes, dos filósofos e dos moleiros - donos e trabalhadores de moinho. Santa Catarina de Alexandria integra a relação dos quatorze santos auxiliares da cristandade.

19 de Novembro


Roque González, Afonso Rodriguez e João del Castillo

Hoje é dia dos santos: Roque González, Afonso Rodriguez e João del Castillo, sacerdotes e mártires. São Roque González de Santa Cruz, nasceu em Assunção, no Paraguai, em 1576, filhos de pais espanhóis, Ordenado sacerdote, aos 22 anos, foi trabalhar junto aos índios. Aos 09 de maio de 1609, ingressou na Companhia de Jesus trabalhando nas Reduções do Paraguai. 03 de maio de 1626, celebrou a Santa Missa, a primeira no Rio Grande do Sul, dando o nome de São Nicolau a primeira fundação.
Em 1628, recebeu o reforço de dois jovens jesuítas espanhóis: Santo Afonso Rodrigez e São João del Castillo, que juntos fundaram uma nova Redução, às margens do Rio ljuí, Castillo ficou encarregado de dirigi-Ia enquanto os outros dois foram até Caaró, no extremo sul do Brasil, onde estabeleceram a Redução de Todos os Santos.
São Roque González foi morto a golpes de dava de pedra desferidos na cabeça, a mando do curandeiro da tribo, após ter celebrado a Santa Missa, no dia 15 de novembro de 1628. Santo Afonso Rodriguez ouviu o ruído e ao sair de sua cabana também foi alvejado e morto São João del Castillo foi amarrado, espancado e apedrejado até a morte, no dia 17 de novembro do mesmo ano, a cinqüenta quilômetros de Caaró.
Os três mártires de hoje são modelos de evangelizadores da América do Sul, cujo sangue sela o amor que tiveram por Cristo e pelos índios.








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